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Homem retira o maior tumor no coração já registrado pela medicina – Você vai se surpreender, VEJA

Um homem de 32 anos de idade, que sofreu fortes dores torácicas durante uma década, está sendo reconhecido como o portador do maior tumor cardíaco já registrado na literatura médica.

O americano Jake Cohen, de Nova Iorque, disse que os médicos haviam ignorado suas reclamações de dores de peito por três anos até que sua pressão sanguínea caiu perigosamente durante um teste de estresse.

Uma ressonância magnética de emergência foi feita e revelou que Jake tinha um tumor do tamanho de uma bola de tênis no coração. Os médicos acreditam que o tumor deve ter crescido desde que ele nasceu.

A cirurgia no coração removeu o tumor cardíaco extremamente raro, há seis meses. Para alguns dos médicos experientes, no Centro Médico da Universidade de Columbia, foi a primeira vez que viram esse tipo de cirurgia, já que o caso é muito raro.

Jake contou à imprensa que, desde a faculdade, sentia uma sensação de queimação e peso no peito, que o deixava sentindo náuseas e com dificuldade para respirar após o exercício. “Nunca fui capaz de me exercitar normalmente e correr por um longo período de tempo”, disse ele.

Seis meses atrás, ele foi para um teste de estresse cardíaco onde ele correu em uma esteira enquanto sua frequência cardíaca, ritmo e pressão arterial eram monitorados. Após uma corrida leve de 12 minutos, a pressão sanguínea de Cohen caiu drasticamente.

Ele foi enviado para a sala de emergência do Centro Médico da Universidade Columbia, no Presbyterian Hospital, e depois de ter uma ressonância magnética, os médicos descobriram o tumor em seu coração. “O tumor de Jake é o maior que já vi”, disse o médico Yoshifumi Naka, cirurgião do Centro Médico.

Cohen teve um tumor cardíaco primário, o que significa que começou a crescer em seu próprio coração. Os tumores cardíacos primários são raros, afetando um em 1.000 a 100.000 pessoas.

Isso se opõe a tumores secundários ou metástases que começam em outra parte do corpo e abrem caminho para o coração.

A sorte de Jake é que o tumor era benigno, o que significa que não era cancerígeno. No entanto, os médicos disseram que, devido ao seu grande tamanho, começou a interromper a função cardíaca de Cohen. A cirurgia no coração aberto removeu o crescimento maciço e agora Cohen disse que se sente muito melhor.

“Agora posso viver como uma pessoa normal na minha idade, perder peso e viver um estilo de vida saudável”, disse ele.

Um estudo de 20 anos de Hong Kong realizou 12 mil autópsias consecutivas e encontrou apenas sete tumores primários de coração. O cardiologista Thomas Cosola disse em seus 17 anos de medicina só viu dois tumores cardíacos.

O prognóstico de Cohen é positivo e os médicos disseram que estão otimistas em relação ao fato de o tumor não voltar a crescer.

Tumores primários no coração

Os tumores primários, ou primitivos do coração, isto é os que se originam no coração, são muito raros. As necropsias revelam de 0,002 a 0,3 % de tumores primários de coração. Já o envolvimento metastático de tumores originados em outras partes do organismo é mais frequente.

As manifestações do comprometimento cardíaco nos pacientes portadores de câncer dependem da localização do tumor e do grau de envolvimento. Podemos também ter manifestações cardíacas consequentes ao tratamento dos tumores. Tanto a quimioterapia como a radioterapia podem comprometer o funcionamento do coração.

Dos tumores primários do coração, 75% são benignos, sendo que 46% desses são mixomas e 21% são lipomas. Dos malignos (os 25% restantes) 33% são angiosarcomas e 21% rabdomiosarcomas. Com o advento da ecocardiografia, da tomografia, da ressonância magnética e da cirurgia cardíaca, os casos de tumores cardíacos estão sendo cada vez mais diagnosticados. Mesmo assim são considerados uma raridade.

O seu diagnóstico depende muito de um alto índice de suspeita do médico assistente que é quem deve orientar os exames para fazer esse diagnóstico.

Os sintomas decorrentes dos tumores cardíacos dependem principalmente de que sua localização seja no pericárdio, no miocárdio ou no endocárdio. Por outro lado, as manifestações também dependem de qual a cavidade cardíaca comprometida.

Os tumores originados no endocárdio costumam provocar acidentes embólicos, principalmente no pulmão.

Os tumores que envolvem o miocárdio, o músculo cardíaco, além de comprometerem a função muscular do coração, costumam envolver a parte dita elétrica do coração, provocando arritmias cardíacas as mais variadas, desde as menos até as mais graves.

O envolvimento do pericárdio pode provocar derrames em torno do coração, muitas vezes hemorrágicos, que podem levar ao tamponamento cardíaco.

Agodoi1

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